quarta-feira, 24 de outubro de 2007
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
071001 - irrigação por micro-aspersão

Uma ONG nordestina ensina a fazer sistema de irrigação usando cotonetes.
Repliquei o conhecimento, adaptando com tubinhos de pirulito, comprados em casa de doces. Embalagem com 100 unidades a R$ 1,00.
A montagem é bem simples: queima-se a ponta do tubinho colando-a com a pressão de um alicate. Em seguida um corte transversal, junto à ponta, não muito profundo. Em seguida faz-se um furo na mangueira (utilizamos da preta, bastante barata) e introduz-se o canudinho. Ligando a água, basta agora direcionar o jato que sai dos tubinhos e modificar a abertura do corte para um esguicho mais ou menos amplo.
As imagens mostram o sistema já instalado e funcionando, feito em menos de uma hora de trabalho.
domingo, 30 de setembro de 2007
070930 - expansão da horta

Algumas plantas semeadas meses atrás, que quase não cresceram devido à seca, transplantamos pros novos canteiros e semeamos outras: rúcula, grão-de-bico, feijões diversos (carioquinha, fava, guandu, de corda), alface, mandioca, ervilha, soja, lentilha... tudo junto, uma festa.
Alguma coisa já pode ser vista e falta muito ainda pra deixar a horta como gostaríamos. Pra isso ou chuva ou sistema de irrigação que estamos providenciando.
070926 - tijolos solocimento

Já não sem tempo, finalmente conseguimos encontrar fornecedor para os tijolos em solocimento. Visitamos a fábrica e sentimos firmeza e confiança nas conversas. Pra ajudar encontramos arquiteto que trabalha na linha de construções em terra.
Todas as dúvidas foram respondidas e a principal delas, quanto à qualidade do produto, temos laudo da ABCP do mês de julho aprovando os tijolos feitos por eles. Nos passaram também telefone de construtor especializado nesse tipo de obra. Entramos em contato e marcamos visita pra próxima semana. E por "coincidência", esse construtor está iniciando uma obra aqui perto, em Pouso Alegre.
Com o solocimento eliminamos madeiramento pra colunas, massa de assentamento e reboque, quebra de tijolos, quebra de paredes, desperdícios.
Ganhamos casa que respira, estrutura reforçada, tempo na construção, beleza, organização, equilíbrio térmico.
Agora que sabemos o que não é pra fazer fica mais fácil optar pelo que pode ser feito. E ao encontrarmos profissionais que respondem com segurança sobre seus produtos, a confiança necessária foi gerada. Sem convencer a mãe e irmã, impossível.
Aliás, esse é um dos desafios e proposta: construções sustentáveis, incorporando ecotecnologias e ecodesign que sejam ao mesmo tempo seguras, confortáveis, baratas, vivas e aceitáveis para o padrão médio.
Mesmo não utilizando produtos sustentáveis nessa primeira unidade, o balanço queremos seja positivo e precisamos fazer as contas oportunamente. Queremos que o balanço de carbono emitido no fabrico dos tijolos comuns, cimento, transporte, seja zerado pelas plantações que estamos fazendo, pelas ecotecnologias adotadas e pela economia energética proporcionada pela iluminação passiva, conforto térmico, aquecimento solar de água, captação de chuva, reuso, etc. Um bom mestrado ou doutorado daria.
Alguém se habilita?
070924 - 5º encontro agroecologia Pedralva

Tiramos alguns dias para refletir e readequar metas, objetivos, rumos.
Aqui ao lado, em Pedralva, o 5º Encontro de Agroecologia.
Ícones desse mundo estavam lá: Ana Maria Primavesi, Edson Hiroshi, Márcio Bontempo.
Os dois últimos conheci no tempo dos Médicos Pés Descalços, época também de Juraci Cançado (do-in), Shawki (não sei da grafia - biocibernética). E de um mundo de gente jovem, a procura, na busca. Falando, fazendo, dizendo, vivendo coisas não-convencionais.
Gente que inspirou e inspira.
Gente que apontou e aponta novos caminhos.
E Primavesi, a mestra de muitos ali, aqui, acolá.
Os pioneiros, loucos, visionários, malucos de plantão.
Quanto devemos a eles...
Quanto devemos a sua visão...
Quanto devemos a sua coragem...
Sou grato!
070923 - PRIMAVERA - primeiras sementes de Gaia Terranova
070920 - entulho

Por mais cuidadoso que tenhamos sido - e não o fomos como deveria, uma montanha de entulho se formou ao final dessa etapa.
Principalmente madeira, areia, massa, tijolos. Insustentável!!!
A geração de resíduos em uma obra comum é mesmo difícil de contornar.
Sobrou uma montanha pra reflexão, além de plásticos, sacos de cimento vazios, pedaços de ferro, arame. E a certeza de que faremos duas próximas ações:
1. Retomar a busca por um fornecedor confiável de tijolos de solocimento, que evitam massa, madeira, arames.
2. Peneirar toda sujeira, reaproveitar tijolos, massas. Reciclar, já que reduzir não foi possível como gostaríamos. E no final, com o solocimento, rejeitar processos tradicionais caros, sujos, desperdiçadores.
E rever a mão-de-obra, na maioria das vezes despreparada, acostumada ao descaso. Investir na capacitação, na modificação de padrões.
Quantas vezes tivemos que desfazer partes de paredes, rearranjar tábuas, quebrar o que havia sido feito horas antes... por deixar pra depois o que deveria ter sido feito antes: depois a gente arruma! era uma das frases.
Então ficava assim: sabe que é errado, faz errado, quebra o que foi feito errado, conserta o que foi quebrado. Insano!!! Pouco inteligente.
- Pensar demais a gente não faz nada, ouvi certo dia.
No outro extremo: não pensar. Apenas responder, fazer como sempre foi feito. Não importa que aprendemos coisas novas, que novas técnicas estão disponíveis, novos materiais. É mais fácil reproduzir.
As tradições atraiçoam também.
Não é só pureza.
Não é só beleza.
A tradição também empobrece a mente.
Daí o diálogo entre Ciência e Tradição, entre Técnica e Coração.
Nunca ninguém disse ser fácil o Caminho do Meio!
070919 - Pedro carreiro

Itajubá, século XXI.
Universidades, pesquisas, doutores.
Carroças de leite, pão, carretos.
Pedro, nas manhãs de todos os dias, ensina às novas gerações o ofício de seus antepassados. Não às crianças, que talvez já não tenham interesse. Mas aos novilhos, que como os adultos um dia puxarão o carro-de-bois pelas estradas empoeiradas das roças, pelas ruas asfaltadas da cidade que cresce e se industrializa.
O novo.
O antigo.
A pesquisa de ponta.
A ponte com uma tradição que aponta pelo respeito, quem sabe.
O caminho do meio, talvez.
Gaia Terranova busca essa aliança.
070920 - laje quarto

Finalizada uma das lajes.
Muito trabalho, muito aprendizado.
Agora paramos alguns dias.
É preciso refletir sobre tudo, rever os aprendizados, redimensionar as energias.
A sensação de terminar uma tarefa é muito boa.
Curar o concreto.
Jogar água na laje.
Ferro, areia, pedra, cimento, água. E mais água depois. Pra não trincar, curar, permitir as reações químicas que darão toda dureza do concreto.
E refletir sobre os aprendizados.
070914 - solocimento e tijolo estrutural
070913 - cintas para laje

Da janela do carro olho e vejo o que construímos.
Da janela me vejo.
Da janela vejo o sol se pondo.
Da janela...
de minha existência
olho o mundo que desejo,
luminoso, belo, criativo
Logo o trabalho finda e não tarda a laje, que receberá o solo onde serão plantadas ervas, cheiros, gostos - alimentos para o corpo e alma.
Logo o dia finda e não tarda a oração que minha voz ergue no silêncio do quarto, na presença do Buda, da vela acesa, do incenso queimando.
Telhado vivo, caverna moderna.
070906 - protótipo Unidade Piloto

A imagem ao alto mostra o protótipo pronto e no álbum (clique no título) é possível acompanhar todo processo de retirada da máquina de prototipagem, limpeza das peças e montagem das partes.
Note que as lajes foram pensadas para jardins comestíveis, hortas suspensas e captação/armazenamento de águas de chuva, o que requereu uma estrutura reforçada e utilização de colunas de concreto.
070905 - imagens Unidade Piloto

No programa Solid Works foi possível fazer todo projeto em 3D da casa. Falta ainda acrescentar cada uma das ecotecnologias que utilizaremos: energia solar pra aquecimento de água, filtro biológico na laje e terreno, etc.
A planta, feita em AutoCad aparece escurecida nas imagens, já que ainda não domino o programa. Nela podem-se ver os quartos, soluções encontradas para os banheiros, possibilidades de modificações. A parte superior da casa, que aparece acima, contempla várias possibilidades de arranjos: dois quartos, duas suites, uma sala grande e quarto, atelier, escritório. O que determina o espaço é o uso que se queira e que pode ser revertido, modificando a disposição do chuveiro, pia e sanitário.
A planta foi pensada para construção modular: está pronta a estrutura de dois quartos (um com laje) e banheiro e as fundações da sala, cozinha e lavanderia. Modular porque se pode construir a casa em partes, como fizemos: primeiro os quartos e banheiro de baixo e a partir daí a sala-cozinha ou o andar superior ou ainda parte dos mesmos.
Como a estrutura foi reforçada, é possível ainda fazerem-se modificações diversas e utilizar materiais construtivos diversos.
domingo, 16 de setembro de 2007
070905 - prototipagem

Participando do Programa de Pré-Incubação da UNIFEI, tivemos a oportunidade de trabalhar a planta da Unidade-Piloto em programa SolidWorks e fazer a prototipagem da casa.
Na imagem o Prof. Carlos Henrique que orienta o trabalho e o aluno Diesley, fera em 3D que fez todo trabalho. A ambos nossos agradecimentos.
A máquina que se vê é a que faz o trabalho, como uma impressora, vai construindo o modelo depositando filetes plásticos, com precisão absoluta, até estar pronto o protótipo.
070904 - fim-de-tarde
070903 - alba
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